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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Maridos e dinheiro impedem cota para mulheres na política

"Até pouco tempo, antes da Constituinte, nem banheiro feminino tinha no Plenário", diz a petista Laisy Moriére tentando justificar a falta de candidaturas femininas para o Congresso. Secretária nacional de mulheres do PT, ela diz que pensa em deixar o posto de dirigente para se candidatar, mas ainda não pôde. "Só disputo eleição se for para ser eleita e isso é difícil".

Já no PV, a candidata a deputada estadual e também secretária para mulheres Regina Gonçalves conta que já viu mulheres se filiarem ao partido e desistirem para poder tomar conta da família. A presidente do PSDB Mulher, deputada Thelma de Oliveira, argumenta ainda que outras desistem da política por falta de apoio dos maridos.

Uma novidade na lei aprovada no ano passado exige que os partidos tenham pelo menos 30% de mulheres candidatas. No primeiro pleito sob a nova medida, foram poucos os partidos e coligações que conseguiram cumpri-la. Não há uma punição prevista para o partido que não atingir esses 30%.

No Democratas, foram apenas 5,2% de mulheres inscritas como candidatas a deputadas federais. No PMDB, 12,2%. No PV, 23,3% e no PT, 28,3%. Já o PSDB atingiu a meta, 32%. O dado, porém, não inclui os candidatos registrados por coligações. Por exemplo, um total de 97 candidatos a deputado federal foi inscrito pela coligação PRB/PT /PR/PC do B/PT do B, mas só 9,3% eram mulheres.

Laisy não perde tempo fazendo defesas.

- É culpa do partido também. O partido tem que investir mais nas mulheres, por exemplo, mudando a reunião para um horário em que a mulher não tenha que cuidar dos filhos, oferecendo formação política para a mulher - reclama.

A coordenadora do programa da ONU para mulheres, Júnia Puglia, reforça a opinião de Laisy.

- Eu concordo que a cota pode não ser a melhor forma. Seria interessante se os partidos abrissem um espaço político de verdade. Se dissessem "nós temos interesse que vocês aprendam como se faz política".

Para Thelma, a cota contribui porque obriga os partidos a se preocuparem com as candidaturas femininas. "A cota impede os partidos de ficarem lançando candidaturas laranjas. Aquela do tipo 'lança que a pessoa participa e só'. Ou lança ou aquelas vagas que seriam das mulheres não podem ser preenchidas por homens". Assim como Laisy, ela critica a falta de investimento partidário em capacitação política para as mulheres.

Uma questão financeira

A lei aprovada na verdade não faz referência a mulheres. A exigência é que o partido tenha pelo menos 30% de candidatos de qualquer que seja o sexo minoritário. Se as mulheres fossem maioria, então haveria uma cota para homens. Na prática, porém, a política é um universo majoritariamente masculino, acreditam as políticas.

"Historicamente, o exercício de poder sempre foi território masculino", aponta Júnia. Laisy não quer enfrentar as urnas porque diz que vai faltar dinheiro para a campanha. Na hora de conseguir doações de empresas, "os homens sempre vão ganhar mais dinheiro que as mulheres", critica.

Regina não discorda, embora evite a polêmica. "É de conhecimento de todos que, porque as candidaturas masculinas têm uma maior tradição, é óbvio que, quando você vai buscar apoiadores, eles vão fazer uma análise de um currículo que tenha um histórico mais consolidado, mas eu pessoalmente nunca senti isso".

Para Thelma, o modelo de financiamento atual privilegia candidaturas que já têm recursos e políticos que são costumeiramente candidatos, o que termina por dar vantagem aos homens. Ela defende a reforma no modelo de financiamento como uma chance para as mulheres.

Por Dayanne Souza

quinta-feira, 29 de julho de 2010

"Vai ser dificil me atritarem com o Serra," diz Alckmin


Líder nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse nesta quinta-feira (29) que não tem atritos com o presidenciável tucano, José Serra, com quem disputou a indicação do partido em 2006 para concorrer ao Palácio do Planalto. O comentário foi feito durante sabatina do portal UOL com o jornal Folha de São Paulo.

“Vai ser dificil me atritarem com o Serra. Sou amigo do Serra há 30 anos”, afirmou Alckmin. “A minha origem sempre foi o Franco Montoro [ex-governador de quem Serra foi secretário]. Era prefeito de Pindamonhagaba e já levava o Montoro para fazer palestras. Fomos deputados juntos, fui vice-líder do Serra em Brasília”, listou.

Questionado sobre críticas que Serra fez, em 2007, à gestão de Alckmin, o tucano desconversou: “Os governos do PSDB sempre avançaram. Um governo foi melhor do que o outro. E nós vamos fazer ainda mais, porque são momentos diferentes”, citou.

Em 2008, quando foi candidato derrotado à prefeitura de São Paulo, aliados de Alckmin acusaram o hoje presidenciável, à época governador paulista, de apoiar nos bastidores ao prefeito Gilberto Kassab (DEM), que foi seu vice e tentava a reeleição.

Sobre a Copa do Mundo de 2014, o tucano se comprometeu a não fazer um estádio novo na capital paulista utilizando recursos públicos. “São Paulo estará na Copa do Mundo. Sempre me pareceu mais lógico o Morumbi e o metrô já está na porta daqui um ano e meio. A outra hipótese é o estádio novo. Mas [se for o caso] o governo deve fazer estrutura, não equipamento”, disse. “Se eu for governador não vai haver dinheiro do povo para isso.”

Uol eleições
São Paulo

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Reforma política - tudo a ver com a vida do cidadão


Por Alberto Mourão

A questão da reforma política é importante. As pessoas pensam: o que reforma política tem a ver com minha vida, com emprego, tributos, relação com empregador, capital, problemas dos pedágios, a questão da saúde? Tem tudo a ver. Senão, vejamos.

No Brasil, acostumamo-nos e nos acomodamos com a estrutura política atual, com 32 partidos e cem mil candidatos em uma eleição. Isso cria dúvidas em relação a essas campanhas pelo seu alto custo, porque o excesso de candidatos gera um excesso de gastos, que acaba criando problemas direta ou indiretamente para a sociedade. Porém, quando se elegem nossos representantes , seja para vereador, deputado estadual, federal, senador, governador, presidente, fazemos isso, claro, dentro do atual sistema – de excesso de partidos e também de uma forma na qual ocorre uma pulverização de candidatos indo em qualquer lugar buscar voto. O problema é que, na maior parte das vezes, esses candidatos vão para todo e qualquer lugar sem o devido conhecimento, porque não se aprofundam na coisa pública. “Estão” candidatos por estarem, e isso faz com que exista uma assembleia legislativa e um congresso muito heterogêneo, que no mais das vezes coloca seus interesses pessoais acima dos interesses coletivos.

Acredito que uma reforma política deveria determinar um volume de votos mínimos para cada partido ter direito a uma vaga dentro da câmara ou congresso nacional, estabelecer até a discussão de voto distrital, abrindo um amplo debate sobre essa questão, e de todas as regras. Isso vai fortalecer os partidos e conseguiríamos fazer com que a sustentação do futuro governo fosse discutida em cima de propostas e ideias, e não sobre qual ministério será dividido entre os apadrinhados! A negociação seria com base política, como é em países avançados.

O presidente ganhou as eleições mas não tem a maioria do congresso? Então vai ter que buscar sustentação política para que possa ter governabilidade. Discute-se com os partidos que ganharam assentos no congresso como compor seu plano de governo, readequar seu plano de metas de acordo com os interesses desses partidos, que lhe darão sustentação.

É urgente uma discussão mais ampla da sociedade, do País que nós queremos. Porque, a continuar, as definições serão dos bastidores, na tentativa de costurar benefícios individuais para cada partido. É um problema sério, que precisa ser enfrentado para que possamos acelerar o processo e resolver os problemas políticos da sociedade e, consequentemente, da vida das pessoas.

Serra diz que que governo Lula desativou mutirões da saúde


O candidato à presidência da República pela coligação "O Brasil Pode mais", José Serra (PSDB) criticou nesta quarta-feira (28) a política do governo federal para o setor de Saúde. "Fico aflito com a situação da saúde. Mas, sabe, até esfrego as mãos por saber quanta coisa boa dá pra gente fazer neste país". Em entrevista à Band Minas, em Belo Horizonte, o candidato atacou a falta de recursos para manter o SUS. Segundo Serra, o governo do presidente Lula desativou mutirões que encurtavam filas como no caso do diagnóstico do câncer de colo de útero e para realização de exames.

José Serra ainda defendeu a concessão de rodovias federais à iniciativa privada. Segundo ele, em São Paulo a experiência tem aprovação de 75% dos usuários, mas negou que pretenda privatizar o setor no geral. Serra criticou o governo federal pelo que chama de falta de investimentos nas estradas federais brasileiras e lembrou que a situação da malha rodoviária em Minas é crítica.

Na entrevista, o ex-governador paulista defendeu, também, o tratamento gratuito para dependentes de drogas. "Precisamos de campanhas eficientes", afirmou, para destacar em seguida a necessidade de maior rigor na fiscalização às fronteiras do País.

Protec
Em Belo Horizonte, antes de viajar em campanha por duas cidades do interior do Estado - Ituiutaba e Patos de Minas - Serra voltou a prometer que, se eleito, irá implantar no país o chamado Protec. O projeto visa ao incentivo financeiro para alunos do ensino técnico e profissionalizante, nos moldes do ProUni. "Temos que começar a cuidar da educação de forma urgente", declarou.

Juliana Prado
Direto de Belo Horizonte

terça-feira, 27 de julho de 2010

Decifrar o enigma Dilma


Carlos Alberto Di Franco - O Estado de S.Paulo
As virtudes e as fraquezas dos jornais não são recatadas. Registram-nas fielmente os sensíveis radares dos leitores. Precisamos, por isso, derrubar inúmeros mitos que conspiram contra a credibilidade dos jornais. Um deles, talvez o mais resistente, é o dogma da imparcialidade absoluta. Transmite a falsa certeza da neutralidade jornalística. Só que essa separação radical entre fatos e interpretações simplesmente não existe. É um engano, um jogo de marketing. É necessário cobrir os fatos com uma perspectiva mais profunda. Convém fugir das armadilhas do politicamente correto, da desinformação dos estrategistas eleitorais e do contrabando opinativo semeado pelos arautos das ideologias.


Boa parte do noticiário de política, mesmo em ano eleitoral, não tem informação. Está dominado pelo declaratório e ofuscado pelos lances do marketing da campanha. Dilma Rousseff, por exemplo, continua sendo apenas uma embalagem, um enigma a ser decifrado. Maquiada, penteada e produzida pelo comando de sua campanha, ainda não mostrou a verdadeira face. Suas convicções, aparentemente, mudam como chuva de verão. Lança um programa de governo. Tem reação? "Não assinei, não li, só rubriquei." A leviandade constrange e desqualifica a candidata. Instaurou-se, sob a égide de certas esquerdas, a política do descompromisso radical com os fatos. A saída é sempre a mesma: ninguém sabe, ninguém viu.

No documento de 19 páginas protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e depois estrategicamente escanteado pela tática do "não li, só rubriquei", a candidata ressuscitou as mesmas teses que apareceram marcadas com a força das suas impressões digitais na primeira edição do 3.º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Você lembrará, caro leitor, que o presidente Lula seguiu o mesmo roteiro da sua criatura. Pressionado pela reação da sociedade, disse que tinha assinado "sem ler" e mandou que o pacote fosse refeito. O procedimento é sempre o mesmo. E é essa reiteração da leviandade malandra que preocupa. Será que as teses do PNDH-3 conhecidas e já rechaçadas pela sociedade não são a verdadeira cara da candidata?

Quem é Dilma Rousseff? Qual é sua biografia real? O que a candidata oficial, sem blindagens e proteções, efetivamente pensa a respeito dos temas que dominam a agenda pública: liberdade de imprensa, controle da mídia eletrônica, aborto, propriedade privada, invasões de terras pelo MST?

Os defeitos, as virtudes e o pensamento de José Serra são patentes. O idealismo coerente de Marina Silva, embora sem a força de uma poderosa máquina eleitoral, também é bastante evidente.

Dilma Rousseff, no entanto, continua empacotada. Dilma não é Lula, um carismático de livro e mestre da conciliação. Conseguirá impedir que os radicais do PT imponham sua política do atraso? Recentemente, João Pedro Stédile, o mais influente dirigente do MST, previu que o Brasil viverá uma explosão de ocupações de terra se Dilma vencer as eleições. "Com Dilma, nossa base social perceberá que vale a pena se mobilizar", disse Stédile, armado de uma sinceridade cortante.

Na verdade, Dilma é o terceiro mandato de Lula. Mas sem o carisma, sem a habilidade, sem o domínio das bases e sem a ginga do criador. E isso precisa ser dito com todas as letras. Segundo Hélio Bicudo, fundador do PT, deputado federal pelo partido, vice-prefeito de São Paulo na gestão Marta Suplicy, "Lula quer Dilma Rousseff no poder para continuar mandando no País". Dilma não tem luz própria. É, apenas, um elo no projeto autoritário de poder do presidente da República.

"Não estou no PT desde 2005", diz Bicudo. "Retirei a filiação porque entendi que o PT não cumpria mais seus ideário." Referindo-se ao papel de Lula no mensalão, não tergiversa: como ele "diz que não sabia? Lula manda no PT". Com forte dose de ceticismo, vislumbra um horizonte sombrio para a democracia brasileira: "É uma vergonha. A Constituição diz que se deve olhar a vida pregressa do candidato. Mas a lei resumiu isso a um processo criminal. Vamos continuar tendo bandidos na política. Veja os envolvidos no mensalão. Foram denunciados pelo procurador-geral da República. Mas, pela lei, poderiam candidatar-se." E conclui: "Quando um presidente da República nomeia nove ministros do STF, não há como garantir independência."

Bicudo, com razão, manifesta crescente preocupação com o uso político das estruturas do Estado. O recente silêncio da Receita Federal sobre o vazamento do Imposto de Renda do tucano Eduardo Jorge Caldas Pereira é um exemplo preocupante. O secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, revelou saber exatamente quem cometeu o crime. Mas disse precisar de mais 120 dias para concluir as investigações. Adia-se, aparentemente, a punição dos culpados para não prejudicar o desempenho da candidatura oficial.


Ao contrário de Hélio Bicudo, não sou tão pessimista, sobretudo quando penso no Supremo Tribunal Federal. Presumo, sinceramente, que o nomeado, ao sentir o peso e a dignidade da toga, é capaz de deixar de lado interesses menores e olhar para o bem do Brasil. A História registra um belo capítulo de independência. Thomas Becket, jurista, chanceler da Inglaterra e amigo do rei, disse ao seu protetor: "Se está pensando que terá um obediente pupilo, está enganado e seu amor se transformará em ódio." E assim foi. Henrique II tentou manipular o amigo, mas Becket foi fiel à sua consciência e ao seu cargo. Foi executado a mando do rei. O monarca perdeu um leal servidor, mas a Inglaterra ganhou um herói e a Igreja Católica proclamou um novo santo.


A programação eleitoral gratuita é, quando muito, uma aproximação da verdadeira face dos candidatos. Tem muito espetáculo e pouca informação. Só o jornalismo independente pode mostrar o verdadeiro rosto dos candidatos. Sem maquiagem e sem efeitos especiais. Temos o dever de fazê-lo.




DOUTOR EM COMUNICAÇÃO, É PROFESSOR DE ÉTICA E DIRETOR DO MASTER EM JORNALISMO E-MAIL: DIFRANCO@IICS.ORG.BR




Aloysio Nunes já trabalhou muito por São Paulo e pelo Brasil



Aloysio Nunes é o parlamentar que todo governante gostaria de ter em sua equipe. Braço direito de José Serra e de Fernando Henrique Cardoso há muitos anos, Aloysio é candidato ao Senado Federal pelo PSDB e conhece São Paulo como poucos.


Foi o primeiro Secretário Estadual dos Transportes Metropolitanos em São Paulo, Deputado Estadual e Federal, líder de governo na Câmara, Ministro da Justiça, Ministro Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República e Secretário de Governo da Prefeitura de São Paulo. Com boa parte de seu trabalho nos bastidores para melhor servir o país, Aloysio Nunes quer mais para São Paulo e para o Brasil.

Responsável por toda a articulação política entre as pastas de governo e municípios quando foi secretário-chefe da Casa Civil na gestão Serra, Aloysio quer levar toda sua experiência e conhecimento para o Senado Federal, onde promete defender os interesses da região como poucos podem conseguir. Com apoio de Geraldo Alckmin e José Serra, Aloysio quer contar com o seu apoio e o seu voto. Por um Brasil que pode mais.

Em encontro com empresários,Serra diz que pais não pode ser governado para os partidos


Rodeado por 497 empresários e políticos, o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, criticou a política econômica do governo Lula, afirmou que o País vive uma desindustrialização com ameaças de voltar a ser agroexportador e voltou a atacar o que ele chama de "patrimonialismo sindical", oriundo, segundo ele, do PT. Serra participa nesta segunda-feira (26) de um almoço em São Paulo com o Grupo de Líderes Empresariais (Lide).

"Precisamos de um País governado por partidos, mas não para os partidos", afirmou Serra, para depois atacar a "falta de planejamento" e o "loteamento político". "Está tudo loteado, tudo, tudo", disse, para em seguida citar as agências reguladoras que coordendou enquanto ministro da Saúde.

O tucano disse ainda que é necessário ter prioridade para governar. "Quando tudo é prioridade, nada é prioritário. Uma hora, o óleo de mamona salvaria o Brasil. Agora, a mamona está esquecida".

Para Serra, "o Brasil esta vivendo um processo de desindustrialização e de primarização de sua economia". O candidato ao Palácio do Planalto uso o exemplo da celulose que, segundo ele, é exportada para a China e depois é importada novamente. "Alguns defendem que o Brasil volte a ser um País agroexportador. Tornar o Brasil um país de serviços é uma economia infantil, pois não são capazes de puxar o Brasil", afirmou.

Serra destacou ainda que uma outra possibilidade é tornar a indústria do Brasil "mais forte, como fizeram os asiáticos". "A diminuição do desemprego e da informalidade, a demanda de emprego é enorme. Não há economia que possa ser puxada por exportação de commodities, do ponto de vista de emprego (...) o setor de calçados, estamos sendo invadidos pelos chineses, assim como o setor têxtil", disse.

Sobre economia, o tucano afirmou: "o problema que temos por diante é o tripé maligno, o maior juros real do mundo - disparado -, a maior carga tributária do mundo em desenvolvimento e penúltimo País do mundo em matéria de investimento governamental". Serra lembrou ainda que sua adversária Dilma Rousseff (PT) disse que o juros para o Brasil era muito bom. "Mas esqueceram de avisá-la que deveríamos comparar o Brasil com países em desenvolvimento equivalente, não com a Suíça", destacou.

Em referência ao governo Lula, o candidato do PSDB disse: "eles escolheram fazer um Estado de bem estar social com base em impostos (...) para não termos pobreza, precisamos crescer a 4,5% ou 4,6% ao ano".

Lide
Para integrar o Lide, é preciso ter um faturamento acima de R$ 200 milhões ao ano. O presidente do grupo João Dória Jr. começou o seu discurso elogiando a pontualidade de Serra e foi aplaudido: "contrariando algumas expectativas". O candidato confessou ter pedido ao empresário para que enfatizasse sua pontualidade e que o atraso de 15 minutos teria se dado por conta de uma breve reunião feita em uma sala reservada.

À mesa com 17 empresários, estava o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, seu vice, Indio da Costa, o governador do Estado de São Paulo, Alberto Godman, o prefeito da capital, Gilberto Kassab, o candidato ao governo paulista Geraldo Alckmin, o presidente da OAB-SO, Luiz D'Urso, e os senadores Heráclito Fortes (DEM-PI) e Sérgio Guerra (PSDB-PE), que é o coordenador nacional da campanha e presidente da sigla. Na plateia, mais tucanos em meio a empresários: José Anibal, Walter Feldman, Bruno Covas, Marisa Serrano e Jaime Campos.

domingo, 25 de julho de 2010

Serra:só reproduzi o que a imprensa fala sobre PT e Farc


O candidato à presidência da República pelo PSDB, José Serra, comentou neste sábado (24), no interior do Paraná, a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que criticou o tucano em um evento em Pernambuco na noite da última sexta-feira (23). Lula classificou as declarações de Serra sobre o PT e as Farc de "boabagens" e disse que nem mesmo o tucano acredita que os petistas teriam ligaçãoes com a guerrilha colombiana. "Eu não afirmei, apenas reproduzi o que a imprensa tem informado em profusão e até agora não foi desmentido", disse Serra.

Serra visitou Paranavaí e esta é a terceira passagem do candidato pelo Paraná, após o anúncio de sua candidatura. Ele já esteve em Londrina e em Curitiba, onde realizou uma passeata pelas ruas do centro da capital paranaense com o candidato do PSDB ao governo do Estado, Beto Richa. Antes de ir para Paranavaí, ele ainda gravou depoimentos na cidade de Colombo, na região metropolitana de Curitiba, para o programa eleitoral na TV.

Durante seu roteiro, Serra anunciou que, se eleito, vai implantar o Programa de Ensino Técnico (Protec), que criaria um milhão de vagas para estudantes nos quatro anos de governo. Serra disse que há pouca oferta de vagas no País e que o ensino técnico é essencial para o crescimento do Brasil. No seu discurso, Serra revelou aos paranaenses que pretende investir na área da saúde. Uma das ações nesse setor seria a construção de ambulatórios de medicina especializada.

Serra não comentou a pesquisa Datafolha divulgada hoje sobre as intenções de voto nas eleições deste ano. Ele disse que pesquisas são divulgadas quase todos os dias e que não iria comentar cada uma delas. Serra e a candidata Dilma Rousseff (PT) aparecem em empate técnico, segundo o levantamento Datafolha.

Em 30 dias, é a terceira vinda de Serra ao Paraná. "Aqui me sinto em casa e voltarei mais vezes, junto com o Beto, um homem preparadíssimo para governar o Estado. Com o Beto, vamos formar uma dupla, de presidente e governador, como o Paraná nunca teve", afirmou Serra, em dicurso na praça central de Alto Paraná.

Para ele, o apoio que recebe no Paraná mostra que os brasileiros querem mais: querem avançar. "O Brasil pode mais, principalmente em áreas que interessam muito aos paranaenses, a segurança a saúde e a educação", disse.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Alckmin diz que vai criar um instituto do câncer na Baixada Santista


O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, prometeu construir um instituto para tratamento de câncer na Baixada Santista se eleito. O senador Aloizio Mercadante (PT), seu principal adversário na corrida eleitoral, nasceu em Santos.

O compromisso foi anunciado na noite de hoje, após reunião com a equipe que comanda a elaboração do plano de governo do tucano. "Vamos levar o modelo do Instituto do Câncer para a Baixada Santista", afirmou.

Alckmin disse ainda que seu programa começará a ser divulgado no dia 1º de agosto. Segundo ele, o plano contará com 60 pontos.

O tucano também ressaltou promessas feitas anteriormente, como ampliar em seis mil vagas os efetivos das polícias Civil e Militar. O tucano disse ainda que estuda uma opção para modificar a estrutura da jornada de trabalho dos policiais. "Hoje eles trabalham 212 horas e folgam 36. E é na folga que entra o bico. Estuam,os uma maneira de fazer com que os policiais trabalhassem 8 horas em regime normal, e outras oito em atividade delegada".

Segundo Alckmin, haveria uma compensação salarial, da Prefeitura e do governo, para os que trabalhassem no novo regime.

O tucano, que geralmente esquiva das críticas dos adversários, alfinetou o adversário pestista. "Tem candidato que faz campanha negativa, de ataque. Eu quero uma campanha com propostas, com os olhos voltados para o futuro, esperança e confiança. Eu tenho é que conversar com o eleitor", disse.

Serra:"vou espalhar centros de excelência olímpica no Brasil"



Ao visitar o Comitê Olímpico Brasileiro, no final da tarde desta quarta-feira, na Barra da Tijuca, José Serra aproveitou o clima despojado dos cariocas para vestir a camisa da seleção - com seu nome estampado em letras garrafais – e anunciar: “Eleito presidente da República, vou espalhar centros regionais de excelência em todo o Brasil”. Serra ganhou a camisa de presente do COB, onde conheceu o projeto das Olimpíadas de 2016, a serem realizadas no Rio de Janeiro. Antes dessa visita, Serra concedeu entrevista à TV Brasil, na Lapa.

José Serra assegurou que em menos de um ano esses centros já estarão funcionando. E servirão para preparar atletas de todas as modalidades esportivas – olímpicas e paraolímpicas – e ainda para receber delegações estrangeiras. “Vamos fortalecer os Jogos do Interior, que são celeiros de craques, e consolidar uma poderosa política nacional dos esportes, com incentivos fiscais, como fizemos em São Paulo”, acrescentou. De acordo com o ex-governador paulista, a política nacional dos esportes será fortalecida se ele ganhar as eleições presidenciais, não só por causa dos Jogos Olímpicos.

Os esportes terão a mesma prioridade que Serra sempre dedicou à política cultural. Afinal, destacou, são áreas que exigem baixíssimo investimento das autoridades públicas e garantem retorno imediato e gigantesco, sem falar que promovem e divulgam toda a diversidade brasileira. “Com R$1 milhão é possível construir um centro de excelência”, complementou. Serra frisou ainda que esportes paraolímpicos terão muito espaço nos centros de excelência, atendendo às necessidades das pessoas com deficiência e fazendo jus ao bom desempenho que o Brasil tem tido em eventos desse tipo.

“Tem pessoas de deficiência que já condecorei em São Paulo que me botam no chinelo, assim como ganham de vocês, jornalistas”, descontraiu Serra, ao se referir aos campeões paraolímpicos que servem de exemplo para todos. No início da noite, Serra caminhou no meio do povo em Jacarepaguá, zona oeste do Rio, a convite do seu candidato a vice-presidente, Índio da Costa (DEM RJ), que esteve ao seu lado também no Comitê Olímpico Brasileiro.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Campanha de Geraldo Alckmin inaugura comitê "interativo"



O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, inaugurou hoje seu comitê eleitoral na capital apostando na interação com a militância. No centro da cidade, o espaço com 1.200 m² funcionará como ponto de encontro para que tanto a campanha de Alckmin, como a de seus companheiros de chapa, Aloysio Nunes Ferreira e Oreste Quércia, candidatos ao Senado, possam trocar informações e manter um contato direto com os eleitores.

Localizada no térreo do Edifício Praça da Bandeira, antigo Joelma, a área se somará a um auditório para cerca de 250 pessoas e outros dois andares do prédio, onde já funcionam setores administrativos da campanha, num total de 40 pessoas. Além de Alckmin, as campanhas do presidenciável tucano, José Serra, e de Aloysio e Quércia também ocupam andares inteiros do edifício.
O objetivo de concentrar todos os candidatos da chapa tucana no mesmo espaço é intensificar a troca de informações e unificar a estratégia para eleger Serra e Alckmin. Para isso, a aposta é no contato direto com a militância do partido. “O comitê é um local para interagir e trabalhar com toda militância”, explica o coordenador da campanha de Alckmin, o deputado estadual Sidney Beraldo.
De acordo com ele, o trabalho será dividido em duas coordenadorias: uma para o atendimento da sociedade civil organizada, como sindicatos e entidades de classe, e outra para segmentos sociais específicos, como os movimentos negro, de gays e lésbicas e da 3ª idade. No comitê, a campanha trabalhará abordagens para que esses grupos virem agentes multiplicadores da campanha de Alckmin
“A TV e o rádio são importantes, mas é preciso ter o boca a boca, é preciso ter defensores. Ganha a eleição quem tem defensores no ponto de ônibus, no almoço de domingo, nas igrejas. É esse trabalho que funciona”, resumiu Alckmin em discurso no qual apresentou o comitê.
Site
O evento também lançou o site da candidatura de Alckmin, que funcionará como “porta de entrada virtual” da campanha, segundo o tucano.
Além de Alckmin, Aloysio também discursou. O candidato ao Senado pelo PSDB procurou destacar a importância das ruas na campanha política. “Esse é um lugar de encontros, mas de encontros rápidos e reuniões objetivas. Nosso trabalho deve ser na rua”, ponderou.

Por André Mascarenhas

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Carta de Serra sobre Barradas - A saúde como sacerdócio

Publicado na Folha de S. Paulo - José Serra

Eu estava deitado com minha neta, que se ajeitava para dormir e conversava comigo e com o irmão, com quem divide o beliche. Havia acabado de chegar da Bahia, no sábado à noite, e fora vê-los. Foi nesse
momento de mansidão que um assessor entrou na casa, disse que precisava
falar-me e deu a notícia terrível: o Barradas tivera um ataque cardíaco e
morrera. A calma que me dominava deu lugar a uma alucinante sensação de
fragilidade e revolta, com o desaparecimento gratuito de alguém tão bom
e tão próximo.

No final de março de 1998, quando aceitei o convite de Fernando Henrique Cardoso para assumir o Ministério da Saúde, fui tomado por uma ideia fixa: levar o Luiz Roberto Barradas comigo, para introduzir-me no
mundo da saúde, instruir-me sobre o funcionamento do ministério,
ajudar-me a escolher os colaboradores e dar os primeiros passos naquela
área imensa, difícil e tão essencial para o nosso povo.

Ele era secretário-adjunto em São Paulo, não queria deixar o posto, mas aceitou afastar-se por uns três meses e trabalhar comigo em Brasília, viajando também pelo Brasil. Tempos depois, ficou comigo mais
seis meses. De conhecidos, nos tornamos desde então amigos de infância,
com um bônus interessante: um achando o outro engraçado no seu jeito de
ser. E certa cumplicidade no estilo de trabalho.

A assessoria que me prestou foi impecável, condição mesmo para que, ao longo de quatro anos, déssemos passos largos no avanço da saúde no Brasil. Desde aquela época, costumo esclarecer que foi com o Barradas
que aprendi, logo no início, a diferença entre vírus, verme, micróbio e
bactéria…

Barradas era médico sanitarista, dedicado de corpo e alma às políticas públicas de saúde. Essa especialidade é, por sua natureza, cativa do setor governamental e, portanto, recebe salários relativamente
modestos. Na verdade, a área dos sanitaristas exige muita vocação, um
quase sacerdócio.

Não é pouca a contribuição que eles têm dado ao nosso país. Por exemplo, as campanhas de vacinação, numerosas, abrangentes e benfeitas, num país tão grande, heterogêneo e repleto de localidades pobres. Ou a
criação do SUS, um sistema único da saúde inovador entre os países em
desenvolvimento, que só precisa de governos bons para funcionar melhor.

A implantação e a consolidação do sistema de Organizações Sociais na gestão de unidades de saúde em São Paulo, iniciadas pelos governos Covas e Alckmin, que deram tão certo e hoje se reproduzem em outros Estados
deveram-se muito ao descortino e à capacidade de fazer acontecer do
Barradas.

Ele teve também um papel decisivo no fortalecimento das entidades filantrópicas sérias e na aliança do governo com os hospitais universitários, ambos peças fundamentais do SUS. Para ele era clara a
distinção que transformamos em norma no Ministério da Saúde: nem tudo o
que é público é necessariamente governamental. Um hospital como o das
Irmãs Marcelinas atende de graça e a qualquer pessoa: por isso é
público, embora não pertença ao governo.

Muitos programas e ações de saúde tiveram a mão, a cabeça, a vontade e a dedicação do médico sanitarista Luiz Roberto Barradas.

De programas como o de distribuição gratuita de remédios -o Dose Certa- à primeira lei antifumo do Brasil. Da implantação do Instituto do Câncer Octavio Frias de Oliveira, desafio que fiz a ele quando foi meu
secretário, ao Hospital Estadual de Ribeirão Preto, e outros nove
hospitais estaduais somente nos últimos quatro anos. Da expansão da Furp
-fábrica estadual de medicamentos- à produção da vacina antigripe, no
Butantan. Da concepção e implantação dos Ambulatórios Médicos de
Especialidades (AMEs) à ideia original das AMAs -Atendimento Médico
Ambulatorial-, implementada quando fui prefeito de São Paulo.

As AMAs, que hoje recobrem a cidade de São Paulo, foram reproduzidas no Rio de Janeiro, como UPAs; os AMEs, no futuro próximo, virarão programa nacional, encurtando a demora em consultas e exames no âmbito
do SUS.

Ficamos agora sem um grande servidor público -modesto, criativo, competente e sensato. Foi-se um amigo querido e o Brasil perdeu um homem de grande valor. Uma tragédia. Como ouvi dele mais de uma vez, sua
motivação era “ajudar as pessoas”.

Ausentou-se muito prematuramente, mas sua família e seus amigos podem orgulhar-se: ele cumpriu como ninguém seu generoso propósito de vida e continuará a ser um grande exemplo para os que compartilham sua vocação.

domingo, 18 de julho de 2010

Alckmin e o trabalho de "formiguinha" por Serra


O candidato tucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, participou durante a semana de três eventos na capital paulista. Esteve em Santo Amaro, Vila Prudente e Lapa para mobilizar a “infantaria” tucana nos bairros. O mote: “Unidos por São Paulo e pelo Brasil”.
Seus discursos trouxeram críticas ao PT, mas essencialmente municiaram os tucanos com palavras de mobilização em favor do presidenciável José Serra, que trava árdua batalha para desacelerar o crescimento da petista Dilma Rousseff nas pesquisas.
A nuvem de palavras abaixo mostra que, simbolicamente, o nome mais repetido por Alckmin nos eventos é o de Serra. (O “Paulo” que aparece ali é do Estado de São Paulo)

Há menções ao seus colegas de chapa que disputam o Senado, Orestes Quércia (PMDB) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), além de afagos ao seu vice, Guilherme Afif Domingos (DEM). Mas nada que se compare ao reforço que faz ao nome do candidato tucano à Presidência.
Alckmin, autodeclarado soldado de Serra, vem defendendo com afinco que a “infantaria” bata de porta em porta para elegê-lo. Trabalho, segundo os tucanos, de “formiguinha”.

Convite

A importância do voto


O voto é um direito de todos os seres humanos que vivem um regime democrático,esse consiste em escolher individualmente o candidato que assumirá a reprensentação de toda a sociedade.
Para determinar o candidato a ser votado,as pessoas precisam avaliar seus planos e projetos para melhorias na região.
A conscientização da população para o voto justo e incorruptível é uma boa maneira de diminuir a quantidade de pessoas subornadas e compradas ilegalmente,além de policiamento nos locais de votação.
Apesar do voto no Brasil ser obrigatório para todas as pessoas alfabetizadas e com idade entre 18 e 70 anos,esse estará contribuindo para eleger uma pesssoa de forma legal,já que a lei prevê que uma pessoa somente poderá assumir cargos governamentais se elegidos com maior número de votação.
É importante que o voto seja realizado a partir da satisfação do eleitor no candidato e nas possibilidades de melhorias e não que o voto seja apenas uma troca de favores,quando o eleitor vota e ganha com isso dinheiro,cesta básica,brinquedos.asfalto e outras coisas.
A compra de votos é ilegal,bem como a boca de urna,onde um representante de determinado candidato tenta convencer as pessoas a elegê-lo,vale lembrar que uma pessoa capaz de utilizar de suborno e compra de votos não será bom representante da nação ou região,pois a corrupção se mostra antes mesmo da posse do cargo público já 1que busca se promover através de métodos ilegais.
No período de votação é necessário assistir o planejamento feito por cada candidato e ainda atentar para os debates feitos em emissoras de tv e internet,pois tais debates revelam muito sobre cada candidato.

A riqueza dos Políticos (trecho extraido da revista Época)

Votar é um ato simples, mas requer um raciocínio prévio que a cada dia fica menos simples. Os brasileiros nunca tiveram tantas informações para conhecer os candidatos antes de decidir em quem votar. Informações sobre a vida pregressa, a atuação dos políticos quando governaram, como eles votaram no parlamento, como gastaram suas verbas de custeio pessoal, se cometeram crimes, se são investigados por mau uso do dinheiro público e quanto dinheiro possuem. Desde 2002, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) obriga os candidatos a apresentar uma lista com seus bens. Apesar de algumas falhas, essa declaração abre aos eleitores a chance de ter uma noção da situação financeira dos candidatos.

ÉPOCA fez um levantamento baseado nas informações enviadas até a semana passada pelos mais de 20 mil candidatos inscritos para a eleição de outubro. Foram usados dados disponíveis no TSE e nos sites Políticos do Brasil e Transparência Brasil. A pesquisa permite medir quem são os políticos mais ricos do país, aqueles que mais enriqueceram durante seus mandatos – e o grau de transparência de cada um com a própria riqueza.

Para medir o enriquecimento, a pesquisa feita por ÉPOCA levou em conta os candidatos que exercem mandato desde 2006, no caso de governadores, senadores e deputados federais, ou desde 2002, para o caso de parte dos senadores. Dos 499 candidatos examinados, 365 têm patrimônio maior neste ano do que tinham antes. O TSE ainda está alimentando a lista com dados de candidatos. Mas os números permitem dizer que a política enriquece. “Há uma correlação positiva entre o número de mandatos e o aumento do patrimônio declarado dos políticos”, diz o cientista político Leôncio Martins Rodrigues. “Ninguém entra para a política para ficar mais pobre.” Em seu livro Mudanças na classe política brasileira, Rodrigues examinou o perfil profissional dos parlamentares em legislaturas anteriores. Entre outras coisas, descobriu que a carreira política é um bom negócio. Pouquíssima gente fica mais pobre depois que entra na política.

Ser rico, sempre é bom lembrar, não é nenhum crime. Ao contrário. Quanto mais gente rica um país tem, melhor. A prosperidade de cada vez mais cidadãos é uma das conquistas mais desejadas, mais necessárias e mais importantes para o futuro do Brasil. É dessa riqueza que vêm o investimento em novos negócios, novos empregos e o crescimento econômico que beneficia todo o país. E, em boa parte, é fato que a riqueza de muitos políticos apenas espelha a evolução do país e o tino empresarial dos homens de negócio bem-sucedidos. É o caso do candidato mais rico de todos: Guilherme Leal, presidente da empresa de cosméticos Natura e postulante ao cargo de vice-presidente na chapa de Marina Silva (PV), declarou ter um patrimônio de R$ 1,2 bilhão (leia a lista dos mais ricos abaixo). Ou de políticos como o ex-governador de Mato Grosso e candidato ao Senado Blairo Maggi (PR) e de parlamentares que também são empresários do agronegócio, um dos setores que mais têm crescido na economia nacional.

Mas há casos que chamam a atenção por razões menos nobres. A má fama dos políticos brasileiros, corroborada por seguidas denúncias de desvio de recursos públicos e conduta ética condenável, deixa dúvidas sobre o crescimento de muitos patrimônios. Certas dúvidas podem até ser sanadas por explicações técnicas, como erros de digitação ou de omissão (os detectados foram apontados nos quadros). Alguns políticos desprezaram as declarações anteriores e afirmam ter fornecido dados incompletos. Outros eram muito pobres ou de classe média baixa e, com o salário de parlamentar ou governador, melhoraram de vida. E há, evidentemente, aqueles cujas explicações não são convincentes.

sábado, 17 de julho de 2010

Baixa participação política é fenômeno histórico no Brasil


Por Rosane Soares Santana

Em seu livro "A Educação Nacional", José Verissimo compara a passividade do povo brasileiro diante dos acontecimentos históricos mais importantes do País, ao carreiro do quadro "Independência ou Morte", de Pedro Américo, que olha surpreso e perplexo o espetáculo do Grito da Independência, em 1822.

Um dos maiores nomes do pensamento político brasileiro, o baiano Nestor Duarte, em notável ensaio sociológico publicado em 1939, "A Ordem Privada e a Organização Política Nacional" - obra seminal - ressalta que, se o povo não era "tão somente aquele carreiro, continuou a guardar o mesmo lugar, a mesma posição, conforme os rumos mesmíssimos a que as condições econômicas e sociais até então, lhe haviam conduzido".

Ressalvados os "rumos mesmíssimos" referidos por Nestor Duarte, que a produção historiográfica mais recente demonstra que não eram tão mesmíssimos assim, com o fim do pacto colonial que acelerou os acontecimentos desencadeadores da Independência, é forçoso reconhecer a manutenção da ordem escravocrata, a economia monocultora e a grande propriedade como fatores que retardaram, entre nós, a conquista dos direitos civis e políticos e explicam o fenômeno da baixa participação política no Império, herança colonial.

"Um povo político é, antes de tudo um produto histórico. Terá vivido certos acontecimentos e precisará, além disso, atingir certa idade social e estado de organização que o predisponham à forma política ou que já a exijam como condição de sua coexistência e sobrevivência", ensina Duarte. Ele refuta as explicações reducionistas que atribuem apenas ao fenômeno do analfabetismo a falta de interesse do brasileiro pela política, entre o Império e a República Velha, para realçar que a Independência fora tão somente uma transferência de poder entre D. João VI e o seu filho D. Pedro I, ou seja, sem os choques e as lutas que costumam forjar a consciência política de um povo.

O potentado rural

José Bonifácio dizia ser a escravidão obstáculo à formação de uma verdadeira nação, ao manter parcela da população sob tutela de outrem. Mas é preciso ressaltar que, durante o Império, não somente os escravos, mas boa parcela dos homens livres, avaliados em cerca de 3 milhões, em 1822, e 8,4 milhões de habitantes, em 1872 - 90% dela na zona rural - estava sob influência dos grandes proprietários de terra e senhores de engenho, que estenderam seu domínio do campo para os espaços públicos urbanos, a partir da independência e da criação do Estado Nacional.

O Brasil era, então, um país essencialmente agrícola e 70% das rendas do Governo Central eram oriundos de impostos da agricultura de exportação, donde se pode inferir o poder de mando do potentado rural e sua influência sobre o Estado que acabara de nascer. Neste ambiente de ruralismo, privatismo e violência a população não tinha consciência do significado de votar, tampouco das instituições políticas e representativas, como o Parlamento, que nasceram no processo de construção do Estado embaladas pela influência do liberalismo europeu.

Lembra o historiador e cientista político José Murilo de Carvalho, no livro "Cidadania no Brasil - o longo caminho", que o povo votava convocado pelos " patrões, autoridades do governo, pelos juízes de paz, pelos delegados de polícia, pelos párocos e comandantes da Guarda Nacional", estes os grandes proprietários de terra. "O voto tinha um sentido completamente diverso daquele imaginado pelos legisladores...era um ato de obediência forçada ou, na melhor das hipóteses, um ato de lealdade e de gratidão", observa José Murilo.

Ou seja, o povo votava para atender aos interesses daqueles de quem dependia em troca de favores, como proteção para sobrevivência (roupa, alimentos, moradia) e até mercadorias mais valiosas como animais, com a crescente valorização do voto na disputa pelo poder local e por cargos na máquina pública. O exercício do voto não era uma iniciativa politizada e nem o exercício de um direito político da população, adquirido ao longo de um processo de lutas e conquistas históricas.

Escravismo, economia monocultora e grande latifúndio, estado absolutista e monárquico, analfabetismo foram heranças dos 300 anos de colonização portuguesa que podem explicar a baixa participação política do povo brasileiro no Império, com reflexos no Brasil contemporâneo. Afinal, com apenas 188 anos de Independência, somos uma nação ainda muito jovem, carregada de reminiscências coloniais na nossa cultura política.

Roseane Soares Santana é jornalista,com mestrado em história pela UFBA,estuda o poder legislativo,elites políticas e eleições no Brasil.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Manda quem pode

Por Dora Kramer

O candidato José Serra recentemente levantou um assunto que suscita discussões e divide opiniões: se Dilma Rousseff for eleita presidente quem mandará no País, ela, Lula ou o PT?
Diz o tucano que será o PT, procurando tirar proveito da polêmica acerca do programa de governo eivado de retrocessos institucionais que a candidata Dilma Rousseff diz que rubricou, mas não assinou.
Essa posição não é unânime, pois muita gente de peso no governo e na oposição compartilha a convicção de que Dilma é um fantoche de Luiz Inácio da Silva que assim continuará se ganhar a eleição.
Fundador do PT que se afastou do partido em 2005, vice-prefeito na gestão de Marta Suplicy na Prefeitura de São Paulo e hoje eleitor de Marina Silva, o professor Hélio Bicudo é taxativo: "Lula quer Dilma no poder para continuar mandando no País."
Já os dois partidos que sustentam a candidatura nutrem cada um a esperança de se sobrepor ao parceiro no comando do espetáculo.
O PT tanto não tem dúvida disso que nem pensou duas vezes em enviar ao Tribunal Superior Eleitoral o programa aprovado pelo partido em fevereiro último, ignorando completamente as propostas entregues solenemente pelo candidato a vice, Michel Temer, à candidata a presidente.
Ademais, dirigentes, parlamentares e governantes (prefeitos, principalmente) petistas falam abertamente sobre a expectativa de dias melhores num governo sem Lula para fazer sombra ao partido.
O PMDB em sua sinuosidade aguarda os acontecimentos razoavelmente em silêncio. Apenas uma vez ousou ser mais explícito falando em ser também "protagonista" no próximo governo.
Prefere posar de disciplinado em público, enquanto se delicia no particular com as confusões em que se envolve o PT, certo de que num eventual governo Dilma elas seriam tantas que o PMDB se destacaria no papel de poder moderador e interlocutor confiável.
Quem entende e tem experiência de poder aposta que, uma vez de posse da cadeira e principalmente da caneta presidencial, a criatura não levaria muito tempo para se distanciar do criador e Dilma Rousseff tenderia a sair da sombra de Lula em função da própria dinâmica do cotidiano da Presidência. Ela, e não mais ele, passaria a ser a referência.


A propósito desse tipo de avaliação um matreiríssimo deputado baiano (do PMDB) costuma dizer o seguinte: "Quando a gente atende à porta não pergunta quem foi, pergunta quem é."

Linha torta. Ficou feio para Dilma e Serra a maneira negligente como ambos apresentaram seus ditos programas de governo à Justiça Eleitoral.

Mas no geral foi bom, pois suscitou debate a respeito dos projetos de País, obrigando os candidatos e as assessorias a dar atenção efetiva a um assunto que raramente ocupa espaço nas campanhas eleitorais.

O que domina ainda são as pesquisas e o bate-boca, mas os programas ganharam um destaque que nunca tiveram.

Nessa seara o PSDB se reorganizou a saiu na frente anunciando a divulgação gradativa do programa, ponto a ponto, a partir de agora.

O PT ainda patina nas desculpas inconsistentes prometendo apresentar um programa conjunto das doutrinas petista e pemedebista.

Cigarra. De 2007, quando foi anunciada a escolha, a 2014 o Brasil teria sete anos para se preparar como país sede da Copa do Mundo. Conforme atesta agora a Fifa ("falta tudo"), perdeu três.

Nesse período muito se festejou, mais ainda se bajulou. Governantes e dirigentes. Nada se fez e, é claro, até a data fatal tudo acabará sendo feito. Mais a que custo e sob quais métodos são questões que os principais candidatos à Presidência da República poderiam se habilitar a debater.

À imagem. Pode ser mera coincidência. O logotipo da Copa 2014 ? criação da agência África de Nizan Guanaes ? apresenta três mãos abraçando a taça, duas com cinco dedos e uma com quatro.




Serra:direitos humanos não podem ser subordinados à economia


Após encontro com o presidente da União Europeia, Manuel Durão Barroso, o candidato do PSDB à presidência, José Serra, disse ao Terra que o Brasil deve "aprofundar as relações de comércio e investimento com todos os países do mundo, independentemente do seu regime ou sistema político". No entanto, ressalvou, "as posições em relação aos direitos humanos não podem ficar subordinadas a interesses econômicos".

Entre os assuntos discutidos na reunião, estava a condenação da proliferação de armas nucleares e o regime político iraniano. O tucano tem condenado a diplomacia brasileira por estreitar relações com o Irã. Serra ainda destacou que "não há limite com nenhum país em matéria de negócios econômicos". "Econômicos", ressaltou.

A título de exemplo, o candidato desenha uma situação hipotética para explicar que defende a superioridade dos direitos humanos ante os interesses comerciais: "você não vota contra nós em matéria de direitos humanos e em troca importaremos mais de vocês. Esse tipo de troca, ao meu ver, não pode haver". "E, comigo na presidência, não haverá", garantiu. "O que não significa que não continuaremos a ter boas relações econômicas com o Irã, embora elas não tenham muito significado, diga-se de passagem".

Nesta quinta, Serra cumpriu agenda no Rio de Janeiro ao lado de seu vice, Indio da Costa (DEM). O tucano apresentou um tripé do que será sua política externa, caso eleito: em primeiro lugar ficaria o respeito à autodeterminação dos povos, seguido pelos direitos humanos e por uma política de comércio exterior mais agressiva.

Após a reunião com Durão Barroso, o tucano conversou com jornalistas e chamou o Irã de "região-problema", porque, segundo ele, "não ajuda o desenvolvimento da paz em escala mundial". Serra criticou a participação do Brasil nas negociações com o regime iraniano para avançar no desarmamento nuclear. "É uma participação do Brasil, uma intervenção, que não deu certo". disse. "O ideal é que não haja mais países ingressando na área das bombas atômicas de hidrogênio, porque isso constitui uma ameaça", acrescentou ao final da conversa com Durão Barroso.

Ainda durante o evento, Serra afirmou que "o Brasil avançou muito na presença política, mas precisa avançar na presença econômica. Gastamos muito tempo na aproximação com economias que não têm muito significado para o comércio brasileiro (...) Investimos um enorme esforço com significado político, mas econômico, nenhum", criticou o candidato.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

A campanha está na rede,agora só falta a população.


Há uma grande expectativa em torno da campanha eleitoral que teve início no dia 6. Será a primeira campanha realmente online do Brasil? Teremos uma espécie de efeito Obama?

Os candidatos já têm suas estruturas de mídias sociais. Não é isso, no entanto, que fez das eleições americanas de 2008 um evento particularmente digital. Não eram apenas os políticos que estavam na internet. Nem eram só eles mais os jornalistas. Era também grande parte da população.

O que havia era uma imensa quantidade de pessoas, anônimos em seus pijamas, escrevendo de casa sobre a campanha. Em blogs, no Twitter, no Facebook. A maioria nem tinha muitos leitores, mas punha a alma no que escrevia.

Isso existe no Brasil. Há gente escrevendo nas mídias sociais sobre suas torcidas. O que praticamente não há é gente informando. Muita torcida, uns argumentos meio repetitivos pró, outros tantos contra, e pouca informação.

Nos EUA havia – como há – grandes blogs políticos. Talking Points Memo, DailyKos, Instapundit, Five Thirty Eight.

São, como é natural da internet, muito diferentes da imprensa tradicional. Seus textos são rápidos e informais. Há opinião e comentário misturados meio displicentemente à notícia. Um põe link para o outro a toda hora. Discutem publicamente. Às vezes são malcriados.

Cumprem, no entanto, um papel fundamental em eleições: informam. É um estilo diferente, não são feitos por jornalistas profissionais, mas esses blogueiros trazem mais do que paixão para a mesa. Pegam o telefone e ligam para quem sabe, fazem perguntas. Metem-se no Google e fazem buscas atrás de buscas. Rastreiam o noticiário que sai apenas na pequena imprensa regional, que muitas vezes passa despercebido pelos grandes jornais e redes de TV.

Isso não existe no Brasil. Há blogs, tais blogs às vezes até fazem a típica mistura de comentário com informação, mas no geral são assinados por jornalistas profissionais.

Ainda falta, aqui no Brasil, esse engajamento da população. Quando ele vier, será muito saudável para a democracia. Afinal, é pela pluralidade de vozes que enriquecemos.

Se não importamos dos Estados Unidos a grande virtude da blogosfera política, importamos seu pior vício: a polarização desenfreada.

Lá, faz sentido. Os partidos Democrata e Republicano têm ideias muito diferentes a respeito do que são os EUA ideal. O belicismo republicano é engajado, o democrata é culpado. Democratas desejam ampliar serviços sociais, republicanos querem distância. Democratas não são conhecidos por cortar impostos e essa é uma típica causa republicana. É a diferença entre Reagan e Clinton, Bush e Obama. Estão, literalmente, em pontos opostos da matriz ideológica. Um é direita, o outro esquerda.

Ainda que, nos EUA, a polarização seja natural, ela não é vista como saudável. Há alguns anos, a CNN exibia um programa chamado Crossfire, em que um engajado comentarista democrata e outro engajado analista republicano recebiam semanalmente um entrevistado. Dava sempre bate-boca até que, um dia, calharam de trazer à mesa o comediante Jon Stewart.

“Vocês fazem mal ao país”, disse Stewart. O comediante não queria discutir política. Queria falar sobre como aqueles dois discutiam política.

Ou seja: ressaltando as diferenças, buscando a ofensa perfeita, ignorando os argumentos adversários, fazendo pouco de quem discorda. Quando discutimos política desse jeito, a qualidade da conversa piora.

As duas principais forças políticas brasileiras não são, entre si, tão diferentes quanto são republicanos e democratas. Ainda assim, quem acompanha a conversa de um e do outro lado na blogosfera brasileira percebe o mesmo padrão: não há conversa ou mesmo debate. Um não ouve o outro. Fingem discutir política quando na verdade fazem algo diferente: campanha.

A polarização artificial inflama ânimos, faz surgir nas caixas de comentários um tipo de calor que cala as vozes mais moderadas. Ela inibe a boa conversa política. Nos EUA é assim há algum tempo. O resultado tem sido que para presidentes de um lado ou do outro é mais difícil governar pois qualquer tipo de acordo com a oposição é praticamente impossível.

Sem acordo entre forças políticas separadas, não há governo ou progresso. O país não melhora. Na internet, esse processo é exacerbado. É fácil criar o hábito de só ler aqueles com quem concordamos. E isso afeta a qualidade da democracia.

Uma nova campanha eleitoral está começando e a rede será uma excepcional fonte de informação. Para receber informação, para oferecer informação. Não custa ter a esperança de que a conversa política na internet brasileira melhorará de qualidade nos próximos meses.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Serra faz caminhada com Aécio em Belo Horizonte


Candidato do PSDB ao planalto fez corpo a corpo na região venda nova.
Ele defendeu obras estruturais,mas rejeitou comparação com o PAC.


candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, desembarcou nesta segunda-feira (12) em Belo Horizonte para uma caminhada, onde defendeu a realização de obras de infraestrutura na cidade, já de olho na Copa de 2014. Na região de Venda Nova, Serra caminhou ao lado do ex-governador Aécio Neves, candidato ao Senado, e do atual governador e candidato à reeleição Antonio Anastasia, todos tucanos.
Mesmo prometendo obras de infraestrutra, Serra rechaçou qualquer comparação com o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), mote de campanha da candidata do PT, Dilma Rousseff.

"Não estamos listando projetos e sim anunciando o que vamos fazer", defendeu.

Serra criticou Dilma por ter substituído o programa de governo apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Nós não temos essa dupla cara. Uma hora é aliado do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), noutra é inimigo. Uma hora defende o fim da liberdade de imprensa, noutra prega a imprensa livre. Nossos programas são setoriais e sempre coerentes".

Dilma disse, na semana passada, que as críticas ao episódio são "muito barulho por nada". "Não somos perfeitos. Nós erramos. Não me consta que o partido adversário não erre. Até porque, em matéria de erro, eu acho que eles cometeram muito mais até agora", afirmou a petista.

Em 35 minutos, Serra deixou uma van em rua central de Venda Nova, antigo distrito na região Norte de BH, encontrou-se com os dois colegas de partido e caminhou cerca de um quarteirão distribuindo beijos e posando para fotografias.

O ex-governador Aécio Neves afirmou que no mês que vem começa a participar de compromissos de campanha ao lado de Serra em outras regiões do Brasil.

Da Reuters

Agenda de Geraldo Alckmin 13/07


13/jul 19:00 Encontro Unidos Por São Paulo

Local: Esporte Clube Banespa - Av Santo Amaro, 5355 - Portaria 3 - (estacionamento Rua São Sebastião, 276) - SANTO AMARO - CAPITAL-SP

sábado, 10 de julho de 2010

Agenda Geraldo Alckmin

10/jul 11:00 Reunião de Obreiros da Igreja Evangélica Assembléia de Deus do Ministério do Ipiranga

Local: Av Doutor Ricardo Jafet, 214 - Ipiranga - CAPITAL - SP


10/jul 13:30 Visita o 7º Festival da Tainha

Local: Entreposto de Pesca do Porto Novo - Alameda Antonio Luiz G. da Câmara Coutinho, 1350 - (caminho das Colônias de Férias Margem do Rio Juqueriquerê) - CARAGUATATUBA - SP


10/jul 16:00 Caminhada no Centro Comercial da Praia Grande

Local: Av Costa e Silva x Av Castelo Branco - (ao lado do Habbib's) - Boqueirão - PRAIA GRANDE - SP


10/jul 20:00 Participa do Culto "Celebrando a Cristo - 31 anos da Fundação da Igreja Cristo é a Resposta"

Local: Mendes Convention Center - Av Francisco Glicério, 200 - Campo Grande - SANTOS - SP

Serra faz campanha em feira livre de Cascavel


Na manhã deste sábado (10), a tradicional feira livre de Cascavel, cidade da Região Metropolitana de Fortaleza, recebeu o candidato à Presidência do PSDB, José Serra. Esse foi o início da agenda do candidato no Ceará durante este dia. Ao lado dele estão o candidato a reeleição ao Senado pelo PSDB, Tasso Jereissati, e o candidato tucano ao governo do Estado, Marcos Cals.

O jingle de Serra e Cals era o som que se ouvia na feira, além do tradicional “galeguim dos olhos azul”, que acompanha Tasso Jereissati desde 1986.

Em seguida, a comitiva seguiu para Fortaleza onde fez uma pausa para o almoço. Dando sequência a agenda, os três candidatos visitam a Região Norte do Estado, onde fazem caminhada na cidade de Uruoca e prestigiam festas tradicionais ao som do forró, nos municípios de Massapê e Marco.

José Serra dorme no Ceará e retorna a São Paulo amanhã (11) pela manhã.

Serra diz que,se eleito,não permitirá alterações em royalites de petróleo


Tucano comentou projeto que muda distribuição de receitas entre estados.


Em campanha no Espírito Santo nesta sexta-feira (9), o candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, disse que, se eleito, não vai permitir a alteração do sistema de pagamento de royalties de petróleo e participações especiais.

A medida atinge principalmente o Rio de Janeiro e o Espírito Santo, os dois maiores produtores de petróleo do país. O projeto está na Câmara dos Deputados e só será votado após as eleições.

Serra, que vinha sendo reticente sobre o assunto, dessa vez foi taxativo: "Essa ameaça permanente de tirar recursos do Espírito Santo, que é uma região produtora de petróleo, não vai acontecer", afirmou, após fazer corpo a corpo na cidade de Vila Velha, região metropolitana de Vitória. "Esse fator de incerteza e angústia vai desaparecer e o Espírito Santo vai poder trabalhar bem na direção de seu progresso", completou.

Da Agência Estado

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Para aperfeiçoar a educação,professores precisam ser valorizados,diz Serra

O aperfeiçoamento da educação no país deve incluir o treinamento e a valorização dos professores, segundo o candidato à Presidência da República pela coligação O Brasil Pode Mais (PSDB, DEM, PPS, PTB e PT do B), José Serra. “A educação tem problema no Brasil inteiro. Não adianta só o trololó, ficar falando isso e aquilo”, disse o candidato, que passou o dia de hoje (8) no Rio de Janeiro.

Serra analisou ainda os resultados do Índice Nacional do Ensino Básico (Ideb), divulgados no começo deste mês pelo Ministério da Educação. Os dados mostram que o índice no ano passado foi de 4,6 para os anos iniciais do ensino fundamental, meta prevista para 2011. Em 2007, o Ideb foi de 4,2, meta projetada para 2009.

“A educação tem problema no Brasil inteiro”, afirmou o ex-governador de São Paulo. “Fiquei muito satisfeito porque no período em que eu fui governador o exame do Ideb deu São Paulo como a maior melhora do Brasil. É uma tarefa muito difícil”, disse ele, enquanto caminhava pelo bairro de Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Pelo Plano de Desenvolvimento da Educação em vigor, a meta é que o Brasil atinja a nota 6 no Ideb até 2022 - média que corresponde a um sistema educacional de qualidade comparável à dos países desenvolvidos.

“O governo federal tem que mergulhar nisso. Não adianta só o trololó, falando isso e aquilo. Para melhorar, temos que valorizar os professores e o seu treinamento, o aprendizado na sala de aula”, disse Serra. Ele fez hoje corpo a corpo no Rio de Janeiro na companhia do vice na sua chapa, deputado Índio da Costa (DEM-RJ).

Nos últimos dias, Serra foi ao Rio, São Paulo, Jundiaí e Campinas (no interior paulista) e Curitiba. Amanhã (9) ele pretende passar o dia entre Vitória e Vila Velha, no Espírito Santo. Também vai fazer corpo a corpo nas duas cidades.

Vladimir Platonow
Agência Brasil do Rio de Janeiro

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Vice de Serra,Deputado Indio da Costa pede licença da Câmara


Candidato a vice-presidente da República na chapa de José Serra (PSDB), o deputado federal Indio da Costa (DEM-RJ) entregou na tarde desta quarta-feira (7) pedido de licença da Câmara dos Deputados. Ele ficará afastado até 3 de outubro, data do primeiro turno das eleições.

O deputado anunciou o afastamento da Câmara por meio da sua página no Twitter. Durante o período em que se dedicará à campanha à Presidência, Indio da Costa afirmou que não receberá o salário de deputado federal. Seu suplente também não será chamado para assumir o cargo, determinação prevista pela Câmara apenas quando o titular se afasta da Casa por mais de três meses.

“Pedi licença da Câmara. Estou indo para o Rio. Até 3/10 sou 100% campanha. Minha licença é sem vencimento, como deve ser”, escreveu o deputado.

Ainda nesta tarde, assessores do candidato esvaziavam o gabinete, que vai permanecer fechado durante a campanha eleitoral. Durante os meses em que Indio da Costa estiver de licença, os 22 assessores também vão ficar afastados da Casa, sem receber salários, segundo informou o chefe da assessoria, Eduardo Balduíno.

Parte da equipe deve trabalhar na campanha de Serra e Indio à Presidência. Eles poderão ser recontratados para as antigas funções que ocupavam na Câmara quando o deputado retomar as atividades na Casa, disse Balduíno.


Via Iara Lemos
do G1, em Brasilia

terça-feira, 6 de julho de 2010

Serra faz caminhada pelas ruas de Curitiba,ele deu inicio na capital paranaense ao periodo oficial de campanha


O candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, participou nesta terça-feira (6) de uma caminhada pelas ruas de Curitiba no primeiro dia oficial de campanha. Uma queima de fogos anunciou sua chegada. Ele estava acompanhado do prefeito Beto Richa (PSDB) e de lideranças regionais.

O tucano saiu da praça Santos Andrade em direção à Boca Maldita, na tradicional Rua 15. Cerca de 400 simpatizantes o acompanharam.

José Serra escolheu a capital paranaense para seu primeiro dia de campanha oficial porque a cidade é um dos lugares onde ele tem um dos melhores desempelhos nas pesquisas.

Durante o percurso de cerca de 2 km, ele cumprimentou funcionários de uma loja de calçados, fez o tradicional V da vitória e partiu para o corpo a corpo com militantes.

O tucano chegou a Curitiba às 11h30. Ele disse estar "animado" para o começo da disputa eleitoral e ainda nesta terça vai visitar obras de moradia do PAC no bairro de Parolim. Depois fará uma palestra sobre nova gestão de políticas sociais em um clube da capital e conclui sua agenda por volta de 16h.

Via Robson Bonin
do G1,em Curitiba

domingo, 4 de julho de 2010

Tucanas e Tucanos !


Terça-feira, dia 06, é o início oficial da campanha
política das ELEIÇÕES 2010 !


Atenção: de acordo com o art. 3º da Res.TSE nº23.223/2010
É PERMITIDA a propaganda eleitoral por meio da internet!
Vamos mostrar nossa capacidade de mobilização !


Orkut, Facebook, Twitter, YouTube, Blog, MSN..


É muito importante mostrar a todos os nossos amigos a competência tucana de governar nosso estado e nosso país !
Vamos divulgar nossos candidatos e pedir voto !


Mãos a obra, pois
” O BRASIL PODE MAIS “



Dá-lhe 45 !!!
Dá-lhe Tucanooooo !!!!!



sábado, 3 de julho de 2010

Lei eleitoral já restringe atos de agentes públicos

A partir deste sábado (3) até a posse dos candidatos que forem eleitos no pleito deste ano, agentes públicos não podem nomear, contratar ou admitir, demitir sem justa causa, transferir ou exonerar servidor público até a data da posse dos eleitos. Isso porque a legislação eleitoral restringe várias ações dos agentes públicos três meses antes e três meses depois das eleições.

A lei permite que sejam realizados concursos nesse período, mas os aprovados terão de esperar a posse dos eleitos para serem nomeados. É permitida também a nomeação ou exoneração de ocupantes de cargos em comissão e designação ou dispensa de funções de confiança e a nomeação para cargos do Poder Judiciário, do Ministério Público, dos Tribunais ou Conselhos de Contas e dos órgãos da Presidência da República.

Os agentes públicos também não podem mais fazer transferências voluntárias de recursos da União aos estados e municípios e dos estados aos municípios, sob pena de nulidade. A exceção é para os recursos destinados a obras e serviços já contratados. É permitido ainda a transferência de recursos para atender situações de calamidade ou emergência.

Os agentes públicos cujos cargos estão em disputa também não podem, a partir de hoje, fazer pronunciamentos em cadeia nacional de rádio e televisão. A única exceção para pronunciamento é, a critério da Justiça Eleitoral, para matéria urgente, relevante e característica das funções de governo.

Também não é permitido autorizar publicidade institucional dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos municipais ou das respectivas entidades da administração indireta, salvo em caso de grave e urgente necessidade pública, assim reconhecida pela Justiça Eleitoral. No entanto, pode ser realizada propaganda de produtos e serviços que tenham concorrência no mercado.

Para os candidatos a qualquer cargo é proibido comparecer a inaugurações de obras públicas. Quem desobedecer as regras da lei poderá ser multado de 5 a 100 mil Ufirs, que varia de R$ 5,32 a R$ 106.400,00.

Via agência Brasil

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O ilustre desconhecido


Artigo enviado por Maria Helena Rubinato Rodrigues>via Blog do Noblat

Vou confessar; nada me deu mais satisfação nos últimos tempos do que a declaração do presidente Lula a respeito do nome do candidato a vice-presidente na chapa do ex-governador José Serra: “Nunca ouvi falar. Não sei quem é. Não conheço”.

Ora viva!

Depois de uma novela rocambolesca – que me desculpe a campanha da oposição, mas a chanchada já estava de bom tamanho – escolheram uma pessoa que não faz parte da patota!

Não é um companheiro!

Nunca andou no Aerolula, nunca foi às festas de São João na Granja do Torto, não joga truco, não freqüenta as reuniões no Alvorada, e tenho certeza: não carrega isopor na cabeça.

É um ilustre desconhecido!

Mas a lei mais importante dos últimos anos, digo mais, das últimas décadas, a Lei da Ficha Limpa, deve muito às pestanas queimadas desse ilustre deputado federal em seu primeiro mandato, com uma carreira política que deixa a de muita gente conhecida, mas não tão ilustre, embaçada.

Só um político inteiramente distraído, alheio ao que realmente importa ao cidadão brasileiro, i.e., fechar as porteiras da administração pública brasileira, em seus três níveis, municipal, estadual e federal, a pessoas que não merecem lá estar, poderia dizer que não sabia quem era o jovem deputado Antonio Pedro de Siqueira Índio da Costa, o relator do projeto Ficha Limpa na Câmara Federal.

Primeiro porque esse projeto movimentou a população do Brasil. Mexeu com todos nós, foi muito discutido e debatido e arregimentou, em menos de 60 dias, a assinatura de quatro milhões e duzentos mil brasileiros. Ansiosos em ver o Brasil livre de certas figuras e sentir que, finalmente, a carreira política não mais servirá de abrigo para malfeitores. Sei que ainda haverá muita resistência, mas já é Lei!

Segundo porque o deputado carioca compareceu a vários debates na TV, em programas de muita audiência. Chamou atenção pelo que dizia, pelo que informava, pelo modo claro e objetivo como respondeu às diversas perguntas, pela língua portuguesa respeitada, pela inteligência e pela instrução superior que demonstrou.

Terceiro porque seu nome chama a atenção, pelo inusitado. Não é um nome comum. É um nome que desperta curiosidade. É uma marca. Aliás, para os cariocas autênticos, é mais que uma marca, é uma "griffe" no design e na arquitetura. Uma etiqueta de criatividade e bom gosto.

De agora em diante, passa a ser uma marca política também. Faz-se justiça, aliás, já que ele não é um novato na política, milita há anos e sua carreira começou em 1996. Foi vereador na Câmara Municipal do Rio em três legislaturas e em 2006 foi eleito deputado federal. Não ficou enfeitando o plenário da Câmara: é membro da Comissão de Constituição e Justiça, da Comissão de Defesa do Consumidor; e da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.

Curiosamente, as reações, tanto da oposição quanto da situação, foram indigentes... De pronto, as mentiras e o desrespeito com uma moça que por ter namorado o jovem e lindo rapaz, teve seu nome citado da maneira mais cruel. Depois, a falta de imaginação de dar dó: Programa de Índio; Índio quer apito; Vou aprender Tupi; Já comprei meu cocar; Que canoa furada... eram títulos de artigos e matérias ou comentários nas diversas redes sociais. Uma pobreza de espírito de dar dó. Está na hora da Bolsa-Imaginação...

Sou fã absoluta da Lei da Ficha Limpa. Assim como o Real mudou a nossa cara no que se refere à Economia, a Lei da Ficha Limpa mudará nossa cara no que se refere à carreira política. Desde que nós, os maiores interessados, fiquemos muito atentos. Muito mesmo. De olhos bem abertos. Porque qualquer descuido...

Paro por aqui. Brasil x Holanda está para começar. Mas não posso deixar de dizer: “canoa furada” é para quem não sabe que os índios, muito matreiros, furavam as canoas durante a noite e depois ficavam escondidos atrás das moitas, vendo o invasor português embarcar na canoa furada.

O nosso ilustre desconhecido furou a canoa de alguém...