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segunda-feira, 14 de junho de 2010

PSDB lança Alckmin


Enquanto Alckmin e Orestes Quércia atacam ex-ministra petista, candidato a presidente ressalta importância dos militantes


Muito diferente do discurso de sábado que marcou a convenção nacional do PSDB, o candidato tucano à Presidência, José Serra, fez um discurso brando na convenção estadual do partido neste domingo, na Assembleia Legislativa de São Paulo, que oficializou Geraldo Alckmin (PSDB) como candidato ao governo paulista.

No evento, enquanto o papel de atacar a candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, ficou para os candidatos Alckmin e Orestes Quércia (PMDB), candidato ao Senado, Serra preferiu fazer um apelo aos militantes tucanos, comparando-os com a Charles Chaplin no filme "O Grande Ditador". "Os militantes são os nossos Carlitos nessa campanha", afirmou.

E explicou que Carlitos, no filme, estava subordinado ao capitão, coronel e general. Por não ter em quem colocar a responsabilidade, a bomba acabou explodindo nele. "Quando tem que avançar no campo minado, ele vira pro general, o general vira pro coronel, vai indo, vira pro cabo e o cabo vira e está o Chaplin, e atrás dele não tem ninguém. E a bomba explode em cima dele".

Serra também voltou a pregar a "continuidade sem continuísmo" em São Paulo, governado pelo PSDB há 16 anos.

Dirigindo-se aos prefeitos presentes, Serra lembrou que teve dois encontros com os outros candidatos à Presidência para discutir a questão municipal. "Aqui, no nosso Estado, os municípios nunca viveram uma situação de tanta cooperação sem cooptação", disse.

Ele defendeu também a aliança com o PMDB em São Paulo, lembrando que, quando voltou do exílio, em 1978, as lideranças partidárias que hoje estão na coligação em torno do PSDB estavam reconstruindo a democracia depois de lutar contra a ditadura militar.

Serra disse ainda que Alckmin, como secretário do Desenvolvimento paulista, virou um exemplo de política de investimento em escolas técnicas voltadas para empregabilidade. Exaltou a experiência de Alckmin e seu vice, Guilherme Afif, no governo de São Paulo.

Críticas a Dilma

Enquanto isso, os aliados não pouparam críticas à candidata do PT. "Quem quer dirigir o Brasil não pode andar na garupa. Porque quem pega carona e vai na garupa não guia, não breca, não acelera, não conduz. José Serra será nosso comandante e vai ser eleito não por ser ajudante, mas por ser titular de suas próprias competências", disse Alckmin.

O candidato ao Senado, Orestes Quércia (PMDB-SP), também atacou Dilma Rousseff e provocou a liderança nacional do partido, que na véspera definiu o deputado federal Michel Temer (SP) como vice na chapa petista. "Pelo raciocínio histórico, o PMDB de São Paulo está certo apoiando Geraldo Alckmin e José Serra. E está errado apoiando a candidata do governo", disse o ex-governador paulista. Quércia finalizou sua fala dizendo que a coligação vai "dar o sarrafo naquela moça do PT".

"Pelo raciocínio histórico, o PMDB de São Paulo está certo apoiando Geraldo Alckmin e José Serra. E está errado apoiando a candidata do governo", disse o ex-governador paulista. Sobre a Dilma, ele disse: "Vamos dar o sarrafo naquela moça do PT". E completou: "Eu não tenho nada pessoal contra o presidente, mas a candidata do presidente nunca disputou uma eleição. Não tem experiência para dirigir o Congresso, tudo cobra criada, gente sabida".

Presidente do PSDB-SP, Mendes Thame também fez ataques indiretos à candidata petista. "A candidatura Serra não é fruto de um improviso, não é fruto de imposições partidárias, não é fruto de uma jogada eleitoral", disse Thame.

Nara Alves, iG São Paulo | 13/06/2010 14:13

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